A minha viagem alucinade de regresso ao Canada
Estaçao de autocarros de Coimbra 2 da manha Tenho um pequeno mal-estar causado por uma cólica intestinal, mas nada que uma mijadela e uma cagada não aliviasse.
Mas, atrasado para apanhar o autocarro que me levaria para o aeroporto de Lisboa, de onde partiria o voo para o Canada, resolvi segurar as pontas, afinal de contas, são só 2 horas de viagem. Chegando lá, tenho tempo de sobra para dar uma mija tranquilo. O avião só sairia as 8:00am.
Entrando no autocarro, sem sanitários, senti a primeira contracção e tomei consciência de que a minha gravidez fecal chegara ao nono mês e que faria um parto de cócoras assim que entrasse no wc do aeroporto. Virei-me para o meu companheiro de assento e, subtilmente, disse-lhe: "Fogo, mal posso esperar para chegar na merda do aeroporto porque preciso largar a farinheira."
Nesse momento, senti o cagalhão a alargar-me a brodas do cú, beliscando as minhas cuecas, mas pus a força de vontade a trabalhar e segurei a onda. Aí o cagalhão ficou maluco e queria sair a qualquer custo! Fiz um esforço enorme para segurar o comboio de merda que estava para chegar na "estação anus" a qualquer momento. Suava em bicas. O alívio provisório veio em forma de bolhas estomacais ( o belo do Peidinho) indicando que, pelo menos por enquanto, as coisas tinham-se acomodado por ali. uma onda de frescura rectal inundou o autocarro. Tentava-me distrair vendo a paisagem mas só conseguia pensar numa casa de banho, não numa igual à do Caloiro, mas uma com uma sanita tão branca e tão limpa que alguém podia pôr o almoço nela. E o papel higiénico então: era branco e macio e com textura e perfume e...oops! Senti um volume almofadado entre o meu traseiro e o assento do autocarro e percebi : "pronto ja me borrei todinho".
Um cocó sólido e grauuudo daqueles que dão orgulho de "paizinho" ao seu autor. Daqueles que dá vontade de ligar para os amigos e convidá-los a apreciar, na sanita, tão perfeita obra! Mas, sem dúvida, não neste caso.
Olhei para o mocito que estava sentado ao meu lado, procurando um pouco de solidariedade, e disse-lhe de modo muito sério:
"Olha, caguei- me."
Quando o cabrão parou de rir, uns cinco minutos depois, aconselhou-me a ficar no centro da cidade, escala que o autocarro faria pelo meio da viagem, e que me limpasse nalgum lugar. Mas resolvi que ia seguir viagem, pois agora estava tudo sob controlo.
"Que se lixe, limpo-me no aeroporto," - pensei - "pior do que como estou não fico".
Mal o autocarro entrou em movimento, a cólica recomeçou forte. Arregalei os olhos, segurei-me na cadeira, mas não pude evitar, e sem muita cerimónia...Pauuuu, veio a segunda leva de merda. Desta vez como uma pasta morna. Foi merda para tudo que é lado, borrando,e lambuzando o cu, boxers, pernas, calças, meias e pés. Logo a seguir, mais uma cólica anunciando mais merda, agora líquida, das que queimam as "nalgas" ao sair rumo à liberdade. E, no instante seguinte, um peido tipo bufa, que eu nem tentei segurar... afinal de contas o que era um peidinho para quem já estava todo cagado.
Já o peido seguinte foi do tipo daqueles que um gajo manda no Caloiro depois de beber umas belas minis, eu caguei-me pela quarta vez. Lembrei-me do Hansen que uma vez teve que arriar o calhau e eu disse a toda a gente.Mas pronto... tinha tanta merda que nem uma bomba de cisterna poderia ajudar-me a limpar a sujeira.
Finalmente cheguei ao aeroporto e, saindo apressado com passos curtinhos, pedi a um menaço que apanhasse a minha mala na bagageira do autocarro e a levasse a casa de banho do aeroporto para que eu pudesse trocar de roupas. Corri para a casa de banho e entrando de porta em porta, e nenhuma cagadeiera tinha papel higienico.
Entrei na última porta, mesmo sem papel, e tirei a roupa toda para analisar a minha situação (que conclui como sendo o fundo do poço) e esperar pela mala da salvação, com roupas limpinhas e cheirosas que a minha maezinha me lavou e passou.
Entretanto, o meu amigo entrou na casa de banho cheio de pressa... e mandou por cima da porta a minha maleta. Desesperado, comecei a analisar quais das minhas roupas seriam, de algum modo, aproveitáveis. E assim começou a sessão de limpeza...
Mandei os boxers com o caralho e usei as meias como toalha (ha quem as use para outra coisa!)Saí da casa de banho e atravessei o aeroporto em direcção ao portão de embarque trajando sapatos sem meias, calças molhadas da cintura até ao joelho (não exactamente limpas).
Mas caminhava com a dignidade de um lorde.
Embarquei no avião, onde todos os passageiros estavam à espera do "rapaz que estava na casa de banho".
A hospedeira aproximou-se e perguntou-me se precisava de algo.
Eu cheguei a pensar em pedir uma gilette para cortar os pulsos ou 130 toalhinhas perfumadas para disfarçar o cheiro de fossa transbordante, mas decidi não as pedir... e respondi-lhe com a minha cara angélica: Nada, obrigado menina. Só quero esquecer este dia de MERDA.
7 comentários:
CONSIGO SENTIR O CHEIRO Á MERDA SÓ DE LER LOL......
agradece a quem te mandou porco sujo!!!!
é muito feio andar a copiar...
nem pareces tu!!!
vê lá se da proxima,acontece mesmo!!!
Deixaste aqui a rolha...
Fantástico!!!!
És absolutamente ... fantástico!
Sim....... estou mesmo a imaginar!!! Mister Been
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